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Medalhística, Troféus, Condecorações

Medalhística, Troféus, Condecorações

A construção de uma vocação no campo das Artes Plásticas, na base da aprendizagem e estudo dos seus conteúdos teóricos e práticos, técnicas e conhecimento material, experimentação e investigação.

Importa, no entanto, considerar que nada do que vou referir, jamais funcionará se não houver Regularidade nesta actividade profissional!...

O currículo da minha licenciatura, tirada nos anos 70 do séc. XX, na então Escola Superior de Belas Artes do Porto, foi determinante para as minhas opções pessoais dentro das Artes Plásticas.

O riquíssimo curriculum de 5 anos permitia vivenciar e experienciar as áreas fundamentais da Pintura e da Escultura, bem como de outras técnicas diferenciadas.

Vivíamos o período revolucionário pós 25 de Abril e portanto, os ideais comunistas dominavam o ambiente, que apenas distraía os menos atentos e pouco vocacionados para as Artes Plásticas.

Na realidade as Artes Plásticas poderão estar dependentes de qualquer ideologia, leitura religiosa, definição sexual ou participação em qualquer organização social. O mesmo sucede com as outras actividades humanas. Contudo as Artes Plásticas, sempre foram e serão, espaços de Liberdade de Pensamento, mas devem, como já referimos, actuar sempre numa dimensão ética.

Com a aquisição do Doutoramento em Filosofia e Ciências da Educação, só mais tarde compreendi a importância da dinâmica própria que a instituição possuía.

Era um espaço que só encerrava às 24 horas e portanto, permitia a interacção entre a comunidade constituída por alunos, professores, mas também por funcionários altamente vocacionados, colaborando e ensinando tecnicamente.

 

Actualmente, os cursos de Artes Plásticas ou de Design, com apenas 3 anos, sem prévia formação na área, jamais possibilitarão aos seus alunos a capacidade de optar por uma área específica das Artes Visuais, bem como do seu exercício enquanto profissão.

Por força de uma carreira imposta, os docentes do ensino superior, há muito abandonaram os seus alunos, focando-se no seu currículo meramente pessoal, para ascensão na carreira, também do interesse da instituição onde leccionam, para a sua promoção nacional e internacional.

O que diferencia a minha aprendizagem da actual, tem a ver com a experienciação e as competências necessárias básicas (conteúdos), obtidas para exercício desta profissão.

O contexto actual do ensino superior, limitado à sociabilização dos alunos, não fornece as competências básicas para o exercício desta profissão…

 

Depois desta crítica negativa perante o actual ensino das Artes Visuais, importa continuar a referir o meu percurso.

Tendo como formação de licenciatura as Artes Plásticas / Pintura, nunca abandonei os projectos tridimensionais – Escultura.

No entanto é visível uma opção comum à Pintura e à Escultura: a Cerâmica.

O campo da cerâmica permite conjugar a Pintura e a Escultura, a Cor e a Forma. No fundo os elementos básicos da Comunicação Visual.

É aqui que entra a psicologia da Gestalt (Koffka. 1935) incidindo na organização dos elementos básicos referidos e, explica a interdependência entre as diferentes linguagens visuais e técnicas associadas.

Portanto será visível na análise curricular a opção paralela pela Pintura e Cerâmica.